Primeira Pessoa

Viver com menos para viver melhor

23/08/2019

A busca da leveza tem sido uma constante em minha vida. Uma jornada leve, como desejo, passa longe de uma vida entulhada, cheia de tralhas, sejam elas físicas ou emocionais. Acredito na necessidade dos espaços vazios para que possamos respirar melhor, enxergar melhor, viver com mais calma e plenitude.

Mas esse caminho lindo não é simples de transitar. Tem a tal ansiedade, o período pré-menstrual, menstrual e as vezes o pós-menstrual. Tem a mídia, os influencers, essas lojas de roupas baratas que estão se multiplicando cada vez mais. Não, minhas amigas, não está sendo fácil. Mas sim, é possível. Se tivermos foco e consciência, é possível.

Quanto mais coisas possuímos, mais gastamos tempo nos preocupando com elas ( e o nosso tempo é precioso demais ).Quando falo em viver com menos, não quero dizer viver na escassez, longe disso, falo em viver com o que realmente importa, com o que, de fato, é necessário. Por isso, antes de consumir, tenho buscado me perguntar:

  • Preciso mesmo de mais essa roupa?
  • E esse sapato preto pelo qual me apaixonei, será que não já tenho um parecido?
  • Seria ótimo um vestido novo para um evento, mas será que, ao invés de comprar, alguém poderia me emprestar?

Citei exemplo de roupas e sapatos porque é o que a maioria das mulheres que conheço costumam consumir em excesso. Mas o viver com menos passa também por…

– menos informações, sobretudo as de baixa qualidade

– menos redes sociais

– menos barulho

– menos cobranças

– menos apego

– menos julgamentos

-menos mágoas

– menos preocupações

Equilíbrio

A lista é longa e não quero me demorar tanto nessas linhas. Apenas te convidar a pensar: o que há, hoje, em excesso na minha vida? Esse excesso preenche algo ou só me lembra daquilo que tento, mas não consigo preencher? E há, realmente, necessidade de preenchimento?

Um armário aborratado de roupas antigas, já sem uso, mas das quais não se consegue desapegar, pode dizer mais sobre nós do que imaginamos. Aquele armário abarrotado de roupas na etiqueta, ou de roupas às quais não conseguimos dizer não, também.

Muitas vezes o que excede por fora, já excedeu há tempos por dentro. E sabemos que o excesso esconde uma falta. O equilíbrio, que é o melhor caminho, não costuma ser alcançado sem esforço e renúncia. Abrir mão pode asustar a princípio, mas é libertador. Dizer não é libertador. Viver com menos é libertador. Que tenhamos, então, a coragem necessária para nos libertar e viver abundantes apenas do que realmente é essencial.

Beijos e até a próxima!

Meg

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